Programa Gestão da Memória do TRE-RN
A Gestão da Memória no TRE-RN é um imperativo constitucional e estratégico que assegura a preservação da história democrática potiguar. Alinhada aos Macrodesafios da Estratégia Nacional do Poder Judiciário, nossa atuação garante: Cidadania, Transparência e Confiança, Sustentabilidade.
Disciplinado principalmente pela Resolução CNJ nº 324/2020, que institui diretrizes e normas ,e, pelo Manual de Gestão de Memória do Poder Judiciário , que dispõem sobre o Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname). Essas normas são os pilares que alinham as ações dos tribunais, como o TRE-RN, com a Estratégia Nacional do Poder Judiciário. Como fundamentação ética, temos como base os artigos 5º, 37, 215 e 216 da Constituição Federal - Título II - Direitos e Garantias Fundamentais, Título III - Organização do Estado e Título VIII - Da Ordem Social, tratando o patrimônio documental e museológico como um direito fundamental do cidadão. E no âmbito do TRE-RN a Resolução nº 155/2025 (que revogou as resoluções nº 53 e 54/2021)
Operamos através da sinergia entre três unidades fundamentais: Arquivo: Custódia da documentação administrativa e judicial; Biblioteca: Fomento ao conhecimento e à produção intelectual; e, Centro de Memória: Preservação e difusão do acervo museológico e imaterial.
1. Macrodesafios
Os Macrodesafios da Gestão da Memória do TRE-RN estão vinculados ao Planejamento Estratégico do Tribunal e se conecta a ele, principalmente, nos seguintes pontos:
- Garantia dos Direitos à cidadania: O acervo é fonte primária para entender a evolução do voto. O acervo histórico da JERN é fonte primária para a compreensão da evolução do direito ao voto e da cidadania.
- Fortalecimento da Relação Institucional com a Sociedade: A divulgação do patrimônio fortalece a relação com a sociedade. A divulgação do acervo histórico e cultural (Museu Virtual, Portal da Memória, Programa Selo Histórico, Selo Amigo da Memória) aumenta a transparência e a confiança na instituição.
- Promoção da Sustentabilidade: Foco na preservação digital e eficiência administrativa. A preservação digital, a disponibilização de cartilhas e edições comemorativas em formato digital promovem a sustentabilidade ambiental e a eficiência.
2. Selo Acervo Histórico
2.1 Introdução: O Valor da Memória Institucional
O Programa Selo Acervo Histórico do TRE-RN, instituído pela Portaria GP nº 112/2020, é uma iniciativa essencial da Gestão da Memória da Justiça Eleitoral potiguar. Sua finalidade primordial é identificar, chancelar e incorporar ao Centro de Memória documentos, objetos, mobiliários e artefatos de valor histórico e cultural, salvaguardando o patrimônio eleitoral do Rio Grande do Norte.
Esta ação busca mobilizar tanto as unidades da Justiça Eleitoral (Sede e Zonas Eleitorais) quanto a sociedade civil para que contribuam ativamente na preservação da nossa identidade institucional e da história democrática potiguar.
2.2 Processo e Reconhecimento do Selo Histórico
Uma vez identificados e apresentados, os bens passam por rigorosa análise da Comissão Permanente de Avaliação Documental (CPAD). Após o reconhecimento formal de seu valor histórico, o artefato recebe a honraria do Selo Acervo Histórico, passando a integrar, de forma permanente, o acervo custodiado pelo Centro de Memória do TRE-RN. Esses itens se tornam, assim, recursos inestimáveis para a pesquisa, a educação cívica e a visitação pública, democratizando o acesso à memória das eleições no estado.
2.3 Marcos de Preservação e Lançamento
2.3.1 Destaques da Chancela em 2022
No ano de 2022, o Selo Acervo Histórico foi afixado em documentos de inquestionável relevância, sublinhando a longevidade da Justiça Eleitoral no RN:
- Livro de Atas das Eleições nº 1 (1950 a 1982): Acervo da 35ª Zona Eleitoral (Apodi).
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Livro das Actas das Reuniões da Comissão de Alistamento de Acary (datado de 1905): Acervo da 22ª Zona Eleitoral (Acari).
2.3.2 Lançamento Oficial e Expansão do Programa
Em 12 de setembro de 2023, o TRE-RN realizou o lançamento oficial do Selo Acervo Histórico. O objetivo foi institucionalizar e simplificar o processo de análise e reconhecimento de bens, consolidando a preservação do patrimônio material para futuras pesquisas sobre a cultura e a história eleitoral potiguar.
Na mesma ocasião, foi lançado o Manual Simplificado em formato digital para orientar e capacitar os servidores sobre a importância e os procedimentos do Selo.
Como ato simbólico e solene, o Presidente do TRE-RN, Desembargador Cornélio Alves, afixou o Selo em três documentos representativos da memória institucional, demonstrando a integração dos acervos do Centro de Memória, da Biblioteca e do Arquivo:
- Foto histórica da posse de Alzira Soriano (a primeira prefeita eleita no Brasil e na América Latina).
- Livro de Registros de 1910.
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Encadernação de acórdãos de recursos eleitorais de 1947.
O vídeo completo da sessão de lançamento pode ser visto no canal oficial do TRE-RN no Youtube neste link.
1. Fundamentação e Estrutura Regimental
O Programa de Gestão da Memória do TRE-RN é a materialização das diretrizes do Proname (CNJ). Coordenado pela Comissão Permanente de Gestão da Memória (CPGM), o programa executa projetos de alto impacto institucional: de Gestão da Memória do TRE-RN é um pilar estratégico da administração, formalmente estabelecido pela Resolução TRE-RN nº 155/2025 . Sua implementação e monitoramento são conduzidos pela Comissão Permanente de Gestão da Memória (CPGM), designada pela Portaria nº 245/2021-DG, garantindo a efetividade das normativas aplicáveis no âmbito do Poder Judiciário. A consolidação desse arcabouço normativo foi alcançada em 2025, atendendo à recomendação do CNJ, com a unificação das diretrizes relativas à Gestão Documental e à Gestão da Memória.
Transparência de Gestão: Confira as Atas de Reunião da CPGM e acompanhe a evolução das nossas metas anuais link.
2. Missão e Conceito de Memória Institucional
Todas as ações do Programa de Gestão da Memória no TRE-RN convergem para um objetivo central: resguardar o acervo histórico e cultural da Justiça Eleitoral no estado, assegurando a preservação da Memória Institucional como parte indissociável da Memória Coletiva potiguar.
A Memória Institucional é materializada e gerida por uma tríade de unidades integradas, cuja sinergia é crucial para a preservação e difusão da história da instituição:
- O Arquivo custodia os documentos administrados e processuais gerados pela instituição;
- A Biblioteca atua na produção intelectual e na formação e apoio aos servidores no embasamento para a execução de suas atividades diárias, gerando conhecimento para dentro da instituição; e
- O Centro de Memória ou Memorial preserva o acervo museológico da evolução da instituição, ou seja, acervos físico e imaterial que podem ser muzealizados.
3. Requisitos Estratégicos do Programa
O Programa de Gestão da Memória do TRE-RN estrutura-se em diretrizes rigorosas, concebidas para garantir a integridade, o acesso e a difusão do patrimônio da Justiça Eleitoral:
Segurança e Preservação: Implementar estratégias para a conservação da Memória Institucional em ambientes físicos e eletrônicos seguros, incluindo a produção de narrativas históricas.
Gestão Documental Histórica: Gerenciar e controlar a documentação histórica produzida por meio de um sistema próprio que contemple a captura, a movimentação, a guarda, a preservação digital, a segurança e o acesso em repositório confiável, observando a cadeia de custódia ininterrupta para garantir a presunção de autenticidade.
Difusão e Imagem Institucional: Promover a difusão do conhecimento e consolidar a imagem institucional perante a sociedade.
Acesso Democrático: Garantir acesso rápido e eficiente aos documentos históricos para o público interno e externo.
Promoção da Cidadania: Fomentar a cidadania por meio do pleno acesso ao patrimônio arquivístico, bibliográfico, museográfico e cultural sob custódia do Poder Judiciário.
Avaliação Documental: Realizar a avaliação documental orientada especificamente para a preservação das informações vitais à memória institucional, à administração da Justiça Eleitoral e à garantia de direitos.
Intercâmbio e Parcerias: Estabelecer intercâmbio e interlocução com instituições culturais e protetoras do Patrimônio Histórico-Cultural e com entidades da área da Ciência da Informação e Arquivística.
Interface Multidisciplinar: Assegurar a convergência de saberes ligados à memória, história e patrimônio, com áreas como museologia, arquivologia e gestão cultural.
Controle de Acervo: Adotar critérios claros para a transferência e o recolhimento dos documentos históricos que devem ser custodiados pelas unidades da memória (Arquivo, Biblioteca e Centro de Memória).
1. A Comissão Permanente de Gestão da Memória (CPGM)
Instituída pela Portaria nº 245/2021-DG, para dar efetividade à política de Gestão da Memória institucional em conformidade com a Resolução CNJ nº 324/2020 e com o Manual de Gestão da Memória do Poder Judiciário.
| Unidade | Representante | Nome |
| Núcleo do Centro de Memória (NCEM/GAPSJ) | Responsável | Ana Paula Vasconcelos do Amaral e Silva Araújo |
| Núcleo da Biblioteca e Editoração (NBE/GAPSJ) | Responsável | Carlos José Tavares da Silva |
| Seção de Arquivo (SA/CGI/SJ) | Titular | José Eduardo Raquel dos Santos |
| Coordenadoria de Gestão da Informação (CGI/SJ) | Titular | Andréa Carla Guedes Toscano Campos |
| Assessoria de Comunicação Social e Cerimonial (ASCOM/PRES) | Titular | Sara Angélica Oliveira Cardoso |
2. Atas
| 2025 |
Ata 1 - Definição de necessidade de identificação do selo acervo histórico nos documentos digitais Ata 2 - Revisão da portaria com indicação dos membros (art. 38 da Res. 155/2025) e problema das cópias de documentos no acero da Reserva Técnica. |
| 2024 | Não houve reunião em 2024. |
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2023 |
Ata 1 - Levantamento de acervos; definição das ações para o lançamento do Selo Acervo Histórico; organização da sessão solene de lançamento do Selo. |
| Ata 2 - Definição de conteúdo para divulgação do Programa Selo Histórico e separação do acervo. | |
| Ata 3 - Definição do cerimonial e montagem da exposição do Centro de Memória para o lançamento do Selo Histórico. | |
| 2022 | Não foram realizadas reuniões no ano, com foco na reabertura do Centro de Memória. |
| 2021 | Ano de designação da CPGM, mas sem servidor responsável pelo NCEM. |
A alta administração do TRE-RN monitora a gestão da memória através de dados precisos, garantindo a eficiência do gasto público e a segurança do patrimônio.
1. Gestão de Riscos
Implementamos o monitoramento constante de vulnerabilidades do acervo musealizado, abrangendo desde a proteção contra agentes físicos (incêndio/umidade) até a prevenção da obsolescência tecnológica em arquivos digitais. Em andamento.
2. Indicadores de Desempenho
| Indicador | Objetivo Estratégico | Status / Evidência |
| Conformidade Normativa | Alinhamento com Res. 324/2020 | 100% (Res. 155/2025 vigente) |
| Acessibilidade Digital | Democratizar o acesso à Memória | 100% (Site do Museu Virtual e Portal da Memória) pelo site do TRE-RN na internet. |
| Selo Acervo Histórico | Expansão do patrimônio protegido | 100% o acervo tratado do Centro de Memória possuem o Selo acervo histórico. |
| Transparência Ativa | Disponibilidade de Atas e Relatórios | Publicação integral |
| Integração Digital | Preservação em RDC-Arq | O TRE-RN está implantado o AtoM e Archiveamática. |
3. Legislação Complementar e Normativos
- Lei nº 8.159/1991 (Lei Geral dos Arquivos)
- Lei nº 9.605/1998 (Sanções Civis ao Meio Ambiente)
- Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação)
- Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD)
- Plano Estratégico (Tácito-operacional) - ferramenta estratégica para a gestão da memória;
- Mapa Estratégico do Centro de Memória
- Indicadores de Desempenho do NCEM
- Processo Exposição Museal
- Processo de Atendimento ao Público
- Processo Gestão da Força de Trabalho
- Processo Visitação (atendimento ao Público)
- Processo Gestão de TI no NCEM
- Processo Gerenciamento do Acervo Museal
- Processo Gestão Patrimonial do NCEM
- Política do Acervo - disciplinada pela Portaria nº 211/2020-GP, que aprovou o processo Gerenciamento do Acervo Museal.

