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TRE-RN lança documentário sobre equidade e diversidade
Produção audiovisual destaca projeto desenvolvido pelo laboratório de inovação para atender quilombolas e indígenas do RN
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte lançou, na tarde da quarta-feira (25), o documentário Agenda pela Equidade e Diversidade, uma obra audiovisual que integra projeto de mesmo nome criado pelo TRE-RN para ampliar o acesso de comunidades indígenas e quilombolas aos serviços da Justiça Eleitoral. A produção ficou a cargo da Assessoria de Comunicação Social e Cerimonial do TRE-RN (ASCOM).
Desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Alzira Inova e lançado no fim de 2024, o projeto, em sua proposta mais abrangente, realiza ações permanentes e descentralizadas com o objetivo de garantir os direitos políticos das populações tradicionais do RN. Trata-se de um grande esforço institucional para combater o racismo estrutural e reduzir as barreiras de locomoção e de informação no âmbito estadual, assegurando que essas comunidades exerçam plenamente a cidadania e o direito ao voto.
A desembargadora presidente do TRE-RN, Maria de Lourdes Azevêdo, no discurso de apresentação da peça, destacou que o documentário nasceu do compromisso do Tribunal “de fortalecer a democracia por meio da valorização da pluralidade, da inclusão e do respeito às diferenças que compõem o tecido social brasileiro”.
A proposta fundamental da Agenda, ressaltou a presidente, é ampliar o acesso de comunidades indígenas e quilombolas aos serviços da Justiça Eleitoral, tendo em vista que “a democracia não se sustenta apenas no momento da votação, mas também na garantia de que todas as vozes sejam ouvidas e reconhecidas em qualquer espaço que ocupem. A equidade e a diversidade são, assim, princípios que transcendem o mero discurso e se afirmam como práticas que moldam uma sociedade mais justa, mais humana e mais representativa”.
O documentário, dessa forma, projeta-se para além de uma simples obra audiovisual, passando a exemplificar o registro de momentos de resistência e um testemunho da força que nasce da diversidade e da coragem de afirmar identidades historicamente silenciadas. O audiovisual evidencia ainda, segundo a presidente, que a democracia pressupõe o reconhecimento de todas as vozes e o respeito a todas as identidades e culturas.
A desembargadora encerrou a apresentação reafirmando o compromisso da Justiça Eleitoral com a igualdade, a inclusão e a dignidade – “para que a cidadania seja efetivamente acessível a todos”.
Ao tratar de temas como a autodeclaração da condição de quilombola ou indígena para fins eleitorais, o vídeo institucional lembra que toda identidade reconhecida é uma vitória contra séculos de invisibilidade, e uma forma de reafirmação de que a cidadania não pode ser negada a quem carrega em sua história a marca da luta e da resistência.
O filme fala da pluralidade de corpos, vozes e culturas que compõem o Brasil. E mostra que a democracia não é apenas um sistema político, mas um espaço de encontro em que a pessoa exerce o direito de ser vista, ouvida e respeitada.
A diretora-geral, Ana Esmera, destaca no documentário o papel dos cartórios eleitorais e a atuação dos servidores do Laboratório de Inovação e da Secretaria de Tecnologia da Informação na execução do projeto, bem como a fundamental divulgação da iniciativa realizada pela ASCOM.
Para a juíza Ana Paula Barbosa, que está à frente do Alzira Inova e foi a idealizadora do projeto, o Agenda incentiva os seus beneficiários a se reconhecerem como indígenas e quilombolas. Ela esteve presente em alguns dos atendimentos. “Fiquei particularmente feliz em atendê-los e ouvi-los se autodeclararem quilombolas. Alguns chegaram a afirmar que compareceram para fazer a revisão eleitoral apenas para realizar a autodeclaração”, ressaltou.
O TRE-RN assumiu a Agenda pela Equidade e Diversidade como um compromisso ético e humano, reconhecendo que a Justiça Eleitoral deve ser guardiã da igualdade, promotora da inclusão e defensora da dignidade. O objetivo é inspirar a sociedade norte-rio-grandense a enxergar a diversidade como riqueza, a equidade como justiça e a democracia como um horizonte que só se alcança quando todos caminham juntos.