TRE-RN realiza roda de conversa sobre violência doméstica e escrita

Ação foi realizada em celebração ao Dia Internacional da Mulher

Ação foi realizada em celebração ao Dia Internacional da Mulher

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) promoveu, na manhã desta segunda-feira (9), a roda de conversa “Narrativas de resistência: ressignificando a dor da violência doméstica através da escrita”, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O encontro aconteceu no Plenário do Tribunal, em Natal, com transmissão ao vivo pelo canal do TRE-RN no YouTube, e reuniu servidoras, servidores, estagiárias, estagiários e público externo para refletir sobre como a palavra escrita pode transformar experiências de violência em instrumentos de proteção, cuidado e liberdade.​

Escrita como gesto de cuidado e resistência

Mediado pelo juiz de Direito e professor da UFRN Fábio Ataíde, do TJRN, o debate partiu da provocação de que reconhecer a violência sofrida é o primeiro passo para a proteção e que nomear as dores é um gesto de cuidado consigo. Idealizador do projeto “Escritores e Escritoras do Cárcere”, vencedor do Prêmio Innovare 2025, Fábio destacou que a “escrevivência” permite reorganizar memórias, ressignificar traumas e romper o silenciamento que sustenta a violência doméstica.

A professora da UERN Leila Tabosa apresentou sua trajetória na literatura, no teatro e nas artes visuais, ressaltando como a escrita de mulheres historicamente foi contida ou invisibilizada. Ao comentar obras como “Ela Nasceu Lilás” e “O Levante das Águas”, Leila enfatizou que narrar experiências de dor, desejo e resistência é também disputar sentidos na esfera pública, abrindo espaço para que outras mulheres se reconheçam e se fortaleçam.

A escritora Amanda Karoline, egressa do sistema prisional, emocionou o público ao relatar a história que deu origem ao livro “De Tambaba à Prisão: uma trama real de violências e abusos no paraíso do nudismo brasileiro”. Condenada por ser mandante do assassinato do marido após anos de abusos morais, físicos, psicológicos e sexuais, Amanda contou como retomou os estudos no cárcere e encontrou, na escrita, uma forma de elaborar o trauma, assumir responsabilidades e denunciar a realidade de tantas mulheres brasileiras em relações marcadas pela violência.​

Compromisso institucional com o enfrentamento da violência

A atividade integra a Agenda do Comitê de Interseccionalidade, do Programa de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra magistradas, servidoras e colaboradoras da Justiça Eleitoral do RN, e da Comissão de Qualidade de Vida no Trabalho (CQVT). Ao abrir o evento, representantes do Tribunal destacaram que a Justiça Eleitoral, além de garantir eleições íntegras, também deve atuar na promoção de uma cultura democrática que combata todas as formas de violência de gênero.​

Durante a roda de conversa, foram mencionados dados recentes que evidenciam a gravidade do problema: o Brasil registrou, em 2025, recorde histórico de feminicídios, com média de quatro mulheres assassinadas por dia, e milhões de brasileiras declaram ter sofrido violência doméstica ou familiar. Nesse cenário, ações educativas e espaços de escuta como o promovido pelo TRE-RN são fundamentais para incentivar a denúncia, fortalecer redes de apoio e valorizar iniciativas culturais que dão voz às vítimas.

Debates, perguntas e sessão de autógrafos

Após as exposições iniciais, o público presente pôde fazer perguntas e compartilhar percepções sobre o papel da escrita na superação de situações de violência. As falas destacaram a importância de políticas públicas que garantam acesso à educação, à justiça e à cultura, especialmente para mulheres negras, periféricas e em situação de vulnerabilidade social.

Encerrando a programação, Leila Tabosa e Amanda Karoline autografaram exemplares de seus livros, adquiridos pelos participantes no local. A roda de conversa ficará disponível na íntegra no canal do TRE-RN no YouTube, permitindo que mais pessoas conheçam as histórias e reflexões compartilhadas nessa homenagem ao Dia Internacional da Mulher.​

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