17º Simulado Nacional de Hardware testa urnas eletrônicas e reforça segurança do processo eleitoral no TRE-RN
Atividade realizada no COJE simula todas as etapas de uma eleição e reúne servidores para validação de sistemas e equipamentos

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) realiza, entre os dias 13 e 17 de abril de 2026, no Centro de Operações da Justiça Eleitoral (COJE), o 17º Simulado Nacional de Hardware. A ação integra uma iniciativa coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e tem como objetivo testar, de forma abrangente, o funcionamento das urnas eletrônicas e dos sistemas utilizados nas eleições.
A atividade simula todas as etapas do processo eleitoral, desde a configuração dos sistemas até a votação e transmissão dos dados. Nesta fase, considerada uma das mais relevantes, estão sendo realizados os testes práticos de votação, reproduzindo fielmente o que ocorre no dia oficial de eleição.
De acordo com o chefe da Seção de Urna Eletrônica do TRE-RN, Douglas Santos, o simulado envolve uma sequência estruturada de etapas. “Primeiro são configurados os sistemas para a eleição simulada, depois ocorre a geração de mídias, seguida pela preparação das urnas com carga dos aplicativos. Agora estamos na fase de votação, em que são realizados todos os procedimentos do dia da eleição, incluindo emissão de relatórios, encerramento e transmissão dos dados”, explicou.
No Rio Grande do Norte, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte trabalha com a meta de 184 seções eleitorais simuladas, além de urnas de contingência, preparadas para eventuais falhas. Para dar conta da demanda, as atividades de votação foram divididas em dois dias. A testagem conta com a participação de servidores e colaboradores terceirizados, que atuam como eleitores nas simulações.
A chefe substituta da área de planejamento logístico de eleições, Karina Pedrosa, destaca que o simulado permite identificar possíveis falhas antes do pleito oficial. “A gente trabalha com todo o fluxo: preparação das mídias, inserção de dados de candidatos e eleitores, votação e transmissão. Isso permite detectar problemas técnicos ou operacionais e garantir que tudo funcione adequadamente no dia da eleição”, afirmou.
Além da validação dos sistemas, o simulado também avalia novas funcionalidades das urnas eletrônicas. Entre as melhorias previstas para as próximas eleições está a exibição da fotografia do eleitor no terminal do mesário, durante a habilitação para votação, reforçando a conferência da identidade. Outra novidade é o aprimoramento do fluxo de votação, com a apresentação sequencial das etapas, facilitando o acompanhamento do eleitor durante o processo.
Para servidores que participam pela primeira vez, a experiência também contribui para a compreensão da complexidade do sistema eleitoral. É o caso do técnico judiciário Lucas Nascimento, empossado recentemente. “É uma oportunidade de entender toda a logística por trás das eleições. Como eleitor, a gente vê só a votação, mas aqui percebe o nível de segurança e a quantidade de testes realizados para garantir a confiabilidade do processo”, relatou.
O Simulado Nacional de Hardware é realizado periodicamente pela Justiça Eleitoral e tem papel fundamental na preparação para as eleições, assegurando que os equipamentos e sistemas operem com eficiência, segurança e transparência.

